FUGA / 2017 / VENEZA
Fuga
Partindo do poema “Fuga”, esta instalação o transforma em um corpo penetrável: um prisma central circundado por uma espiral de palavras gravadas no piso. O texto deixa a página para orientar o movimento e a presença do visitante no espaço. Apresentada em Veneza, foi finalista do Arte Laguna Prize 2017, na categoria Escultura e Instalação.
FUGA / POEMA INSCRITO EM ESPIRAL AO REDOR DO PRISMA
testemunha silenciosa dos meus dias
o horizonte que me fitava da janela
linha de fuga de tantas perspectivas
outras
e eu
objeto multifacetado
em várias escalas
prisma cubista de tantas faces
só assim me via única
esculpida pelas muitas vertentes
rascunho de possibilidades
infinitas
minhas
